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Álbum The Weeknd

Thursday

The Weeknd regressa com o segundo acto de uma trilogia que Echoes of Silence completará. Tomara que todas as quintas-feiras de luxúria fossem assim.

Data de Edição
2011
Editora
Edição de Autor
Géneros
Hip-Hop, R'n'B, Soul
Por Ana Beatriz Rodrigues 20 de Agosto, 2011

Como diria a Britney, Abel Tesfaye fê-lo, novamente. Thursday é, efectivamente, uma continuação do trabalho iniciado em House Of Balloons, igualmente inspirado e viciante - vocábulo usual, no que toca à etiqueta Weeknd.

Outro dos aspectos que se mantém, nesta segunda mixtape (há uma terceira, a sair ainda este ano), é o apelo sexual, uma escapatória à junkie soul para os adictos dos beats e breakdowns, que, de resto, pontuam Thursday.

A maior diferença aqui é uma proeminente melodia por todo o registo - mais constante que em House of Balloons -, resultado do uso frequente da caixa de ritmos chamada percussão, bem como da guitarra eléctrica, que guincha em Rolling Stone.

Tesfaye torna-se, assim, num criador de uma zona musical/ espacial, que arde e dói, apoiada na intensidade de efeitos electrónicos, nos falsettos em voice-coders do canadiano e nos sintetizadores futuristas, fórmula repetente e vencedora de Weeknd.

O urbano-depressivo nocturno, menos outgoing, apesar da literal Life Of Party, traz de volta um imaginário negligenciado pela evasão citadina: o sexo matinal preguiçoso, no início de Lonely Star, «baby, I can fuck you right».

Destaque, igualmente, para The Zone, a contar com participação do congénere Drake (que não deserta, em nada, ao estilo próprio de Tesfaye), numa situação depressiva, lenta e, talvez, mais sentimental do que sexual – ora, por consequência, mais bonita.

O fenómeno The Weeknd parece estar para ficar, sem cair na redundância de um qualquer dia da semana. Isto porque Thursday marca uma posição, mais próxima do hip-hop em alguns momentos e, paralelamente, mais pop, na real acepção do termo.

Ou seja, o mérito deste jovem de 21 anos, no seu retalho corte-e-cola de influências actuais, não desilude. Agora, é esperar pelo terceiro acto e rezar que a ressaca até lá seja pouco dolorosa.